O QUE É O PROJETO: DO PÂNICO À LIBERDADE?

 

Em 24 de outubro de 2014 tive minha primeira crise de pânico que progrediu para Síndrome do Pânico.

Passados dois meses de crises intensas e contínuas o remédio (paroxetina) começou a fazer efeito.

Durante três anos estudei tudo que pude sobre o assunto e suas tantas facetas (transtornos de ansiedade de uma maneira geral, a própria depressão que sofria antes do pânico, e o suicídio). Também testei muita coisa em mim mesmo, olhei profundamente para toda minha vida e para tudo que estava acontecendo.

Passado um ano de minha primeira crise fiz minha primeira tentativa de parar (com o suporte médico para a alta) a medicação que infelizmente não deu certo. Tentei outras vezes, mas, sempre os sintomas voltavam fortes.

Muita coisa aconteceu, mas, finalmente não uso mais medicação alguma.

 

Obviamente a palavra CURA aparece à mente de qualquer um.

 

Pois o presente projeto (Do Pânico à Liberdade) é resultado de três anos amarrando diversas pontas soltas de minha existência, dos livros que li às vivências que tive, os conselhos de tantos anciãos de tantas culturas diferentes, os passos que me ajudaram e aqueles outros que não tanto.

O projeto é dividido em três formas diferentes de contato com os interessados. A primeira, um livro a ser lançado ao final de 2018 pela editora Appris (tempo pedido pela editora para finalizar todo projeto do livro); a segunda, vídeos que apresentam todo argumento e orienta o ouvinte a analisar criticamente todo conteúdo e, se assim julgar pertinente, tentar buscar a sua própria compreensão do assunto; por fim, uma área de membros com fórum para as pessoas interessadas dialogarem. De forma que o presente projeto pretende:

  1. provocar o reconhecimento de que existe algo errado na sua forma de entender a própria existência;
  2. provocar a busca da compreensão da origem da crise existencial;
  3. influenciar a práticas eficazes para alcançar um nível superior de relação com o mundo e consigo;
  4. formar coletivos de investigação sobre a existência.

 

Definitivamente, quanto a intensidade, não existe nada pior dentro do campo dos transtornos de ansiedade. Não digo isso diminuindo a percepção das outras formas (e eu vivi cada uma delas), apenas tento tecer uma comparação quanto à intensidade, pois esta se parece com a pior dor física a um nível não físico.

Viver essa profunda crise dor (não física) me colocou em uma condição que só posso chamar de despertar. Importante salientar que ninguém desperta para algo que não é. Você desperta quem você realmente é. Assim, minha vida passa a fazer sentido. Os acertos e erros começam a se configurarem como experiência interna.

Para aqueles que esperam do despertar algo intenso, cinematográfico, algo próximo ao que se declara iluminação… bem, essa pode ser apenas uma resposta emocional a algo muitíssimo forte, mas, de fato, não há nada que promova um estado de choque. O despertar é o reconhecimento. Quando você desperta você reconhece o que no íntimo já sabia, mas, preferia viver no sonho. Desperta é você dizer pra si mesmo: reconheço que tem algo errado e sou eu o começo da solução.

Esse projeto tem como objetivo apresentar ao público a minha versão de despertar existencial. Confio que de alguma forma ajudará prioritariamente aqueles que também passam por crises existenciais (transtornos de ansiedade, depressão, pensamentos suicidas, e pânico), pois o que será apresentado é exatamente como ao nos desconectarmos de nossa existência, nos encarceramos e vitimamos a uma condição de negar o que tem de mais profundo e acolhedor em nós. O resultado é o aprisionamento de nosso modo mais honesto de existir, que para uns não causa qualquer impacto profundo o suficiente para mobilizá-lo, mas, para outros, desestrutura todo alicerce do ser.

A estrutura do conteúdo visa traçar um caminho que parte da condição atual de qualquer pessoa, inclusive aqueles que estão sendo afetados pelo mal de uma crise existencial (bem como seus familiares, ou pessoas próximas), até alcançar uma compreensão a respeito de si que possibilite a cura da crise existencial, a liberdade do ser.

Quando afirmo sobre a cura da crise existencial é porque acredito na cura específica desta forma de ser, e não na cura química ou psicológica. A condição genética preexistente naquele que é abalado pelos transtornos de ansiedade, pânico, depressão, não é modificada por qualquer estratégia desse porte, portanto, não há uma cura para o componente químico, apesar do avanço em controlar os sintomas. Da mesma forma que a cura psicológica é dada através de recursos dos profissionais da psicologia e outros que se debruçam nessas formas de ajuda, porém, isso não muda o estímulo social… pode mudar a forma como você interage com esse estímulo.

Mas, acredito na cura sobre a crise existencial. Mas, o que é a crise existencial? A melhor resposta é dada pela própria pergunta de quem vive essa crise: por que viver? Por que continuar sofrendo isso? Por que eu? Quando chegamos a esse ponto, naturalmente somos seduzidos por uma ideia inexata, mas, que soa como única resposta possível: o suicídio. O suicídio é uma resposta inexata, pois quem quer acabar com a vida, na verdade quer acabar apenas com aquela parte da vida que se tornou insuportável. O suicídio é o ápice de uma crise existencial. Não querer existir, não achar que sua existência seja válida, é o que caracteriza uma crise existencial. Pois, o fato é que somos profundamente ligados ao existir. Não apenas à vida, mas, ao existir. A dar sentido a própria vida. Existir não é apenas estar vivo. Existir é sentir como parte de toda a existência. Quando não mais sentimos como parte da existência, que ultrapassa ao si mesmo, então estamos em uma crise existencial.

Os vídeos e mesmo o livro tem o suporte por inúmeras referências que ficarão disponíveis a quem quiser se debruçar (como fiz), não apenas pelo assunto central, mas, por todo um amplo e complexo mundo de ideias. Posso dizer que, de fato, tal projeto é o resumo de toda uma vida.

Tanto os vídeos como o livro busca a forma de passar o conhecimento, portanto, foi investido tempo e muitos testes para levar o conhecimento de maneira clara, objetiva, e agradável.