Quem sou

1969 – 1980: UM COMEÇO…

Para mim está bem claro que há, bem definido, dois momentos em minha vida, explico: quase todos meus colegas de doutorado e pós-doutorado traçaram suas vidas de maneira claramente organizadas para o fim científico/acadêmico. Desde a graduação, com algumas pequenas nuanças estão nas mesmas áreas de conhecimento, por exemplo, fizeram pedagogia e pós-graduações na mesma área. Eu segui outro roteiro! Fui programado (sim, isso mesmo) a acreditar num determinado roteiro. Segui este roteiro durante toda minha primeira etapa de vida. Assim, obviamente que a segunda etapa pode ser chamada de libertadora. Neste momento, ao rever toda essa história, reconheço o quanto os meus 10 primeiros anos de vida respondem a pergunta: por que segui este roteiro/programa?

Nasci no Rio de Janeiro em 1969. Minha mãe, Dona Zélia, de pele clara, descendente de brancos com índios da região de Jaguaquara-BA, fugiu da seca e pobreza da região, para seguir as ‘dicas’ de uma vida melhor no sudeste. Meu pai, Seu Antonio, preto, descendente de pretos da região de Santo Antônio do Coité-BA, apenas foi atrás de minha mãe. Uma história não diferente de muitas outras. Ambos no Rio de Janeiro que nas décadas de 60-70 juntavam-se aos outros tantos: pobres, pretos-pardos, nordestinos. Minha mãe costureira, meu pai porteiro. Meu pai sempre muito ambicioso pouco a pouco e com muito trabalho (não diferente de minha mãe) foi galgando novos trabalhos e sempre subindo a escada meritocrática que estava a sua frente. Assim, muito mudou de lá para cá. E meu pai ainda hoje repete que cresceu ‘na vida’ com muito trabalho (apesar do pouco estudo).

 

 

1980 – 1991/92: AS PRIMEIRAS ESCOLHAS

Em 1980 fomos morar em Salvador-BA. Ainda muito humildes, meus pais disseram que eu iria estudar no Colégio Militar de Salvador, pois não podia pagar boas escolas (e provavelmente acreditavam que a escola pública não seria suficiente para minha inclinação e dedicação ao ato de estudar). Eu não gostava do colégio militar. Não gostava de receber ordens que discordava e ser punido porque meu cinto não estava brilhando. Mas, acreditava que estava feliz, pois meus pais estavam felizes. Com minhas notas acima da média, sempre recebia medalhas, e assim, convivi entre a alegria de ver meus pais orgulhosos e uma úlcera gástrica que ninguém aceitava, afinal acreditavam que uma criança de 12 anos não deveria ter uma úlcera relacionada claramente com ansiedade.

Minha jornada na educação superior/tecnológica começou com a formação tecnológica de três anos e meio no curso de Processos Petroquímicos que finalizei em 1992. Como em uma nova paidéia meus pais informavam que seria melhor eu fazer um curso tecnológico (o techné), que tentar artes (o arethé), como eu queria. A lógica era poder começar trabalhar logo e depois, já trabalhando, poderia me dedicar ao que eu quisesse. Tal decisão iria no futuro implicar severamente meu caminho. Não por fazer um curso tecnológico, mas, por esta escolha ter me afastado cada vez mais do mundo acadêmico.

A ‘Escola Técnica’ estava em outra cidade, e todos os dias passava uma hora no ônibus, tanto na ida quanto na volta. O que me possibilitou ler… ler muito. Pela manhã eu dava aulas individuais de física e matemática o que me permitia comprar os livros que balizaram meu pensamento de jovem, e à tarde e noite estudava para me formar um futuro ‘operador industrial’.

A formação em tecnólogo em Processos Petroquímicos me habilitou já 1991 a entrar na Dow Química do Brasil. Neste sentido meus pais tinham toda razão, pois rapidamente comecei a trabalhar. Trabalhei de regime de turno até 2000, o que significou ter bastante tempo livre nas folgas o que justificou a quantidade de ‘momentos’ vividos nesta década de 1990. Se por um lado eu tinha certeza que meu trabalho de operador industrial era subutilizar minha competência, por outro, era neste regime de turno (em que ao salário era acrescido 45% de periculosidade e pelo regime de turno) com quatro dias de folga que pude fazer outra graduação, viajar muito, ler muito. Tudo parecia bem. Mas eu não me sentia bem.

Nos 21 anos que estive na indústria segui obedientemente a égide meritocrática desenvolvendo-me funcionalmente. Em 2000 saí do regime de turno e desempenhei papeis de Coach (coordenador de desenvolvimento de pessoas), coordenador de treinamentos e auditor líder de ISO 14001. Em 2010 passei a desempenhar a função de Líder de Segurança, Saúde e Meio Ambiente. Portanto, para além do conhecimento de processos industriais obtive larga experiência com gestão de pessoas, implementação e gerenciamento de processos.

 

 

DÉCADA DE 1990: MUITAS COISAS FORAM FEITAS

Em 1993 iniciei o curso de Musicoterapia na Universidade Católica. Fiz estágios nas Obras Assistenciais de Irmã Dulce e no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. Nesses estágios fui responsável por crianças autistas, paralisados cerebrais, portadores de síndrome de down e adultos com esquizofrenia. Neste mesmo ano formei um evento que acontecia aos sábados quinzenalmente (chamado Fenomenologia do Som) juntamente com o professor e filósofo Dante Galeffi, que ainda hoje acontece em Salvador-BA, em que músicos e outros artistas se reuniam para, dentre outras coisas, tocar músicas de maneira experimental e despretensiosa[1]. Através do professor Dante Galeffi comecei uma viagem, sem volta, à filosofia contemporânea e fui fisgado por Sartre e Beauvoir (evidentemente que não antes de passear por Hegel, Husserl, Heidegger) e mais tarde por Marx/Engels e Bakunin.

Em 1998 finalizei a graduação e neste mesmo ano fiz um curso de formação de um mês em Ciência Cognitiva na UCLA em Los Angeles-EUA. Em Los Angeles conheci o antropólogo e escritor (e amplamente conhecido nas décadas de 70-80 como guru da nova era) Carlos Castaneda, que deste encontro derivou minha ida ao Perú onde tive experiências alucinógenas com o cacto chamado San Pedro (ou huachuma), e passei a me interessar pelas práticas sagradas indígenas. Durante dois anos me inseri na comunidade dos Kariris Xocós que viviam no subúrbio na Grande Salvador e estudei os torés (músicas sagradas) dessa comunidade. Também nesta época formei um grupo de estudos de músicas de capoeira e seus instrumentos, e toquei em uma banda de samba do bairro da Liberdade (bairro com uma forte identidade negra em Salvador-BA), bem como fiz trilhas sonoras para shows de dança afro da Faculdade de Dança da UFBA, e participei de um estudo sobre música de trabalho do sertão baiano e da Festa da Boa Morte de Cachoeira-BA[2]. Bem, acho que fica claro que sou músico (não graduado).

Acredito que a década de 1990 não apenas encontrei bons livros, mas, pessoas importantes, que no momento preciso me empurraram para algum abismo, uma delas foi Noemi Salgado Soares, que conheci enquanto fazia o curso de Processos Petroquímicos e através dela, fui apresentado à história de Antonio Conselheiro e Canudos, e, também alguns textos de Abdias Nascimento, e mais tarde conheci e me aprofundei na transdisciplinaridade e no autor Krishnamurti, também através dela.

Nesta década pude voltar a me dedicar às artes plásticas e fiz minha primeira exposição. Também ganhei meu primeiro campeonato de Karatê (sou faixa preta segundo dan e desde 1981 me dedico a esta arte marcial). Também, nesta década, me formei como mergulhador e paraquedista.

Como disse, foi uma década intensa. Mas, já não suportava mais o trabalho alienante do turno e quando havia decidido recomeçar minha vida profissional, dessa vez como musicoterapeuta, fui convidado a assumir uma função administrativa, que até meus últimos dias na Dow Química perfiz de maneira responsável. Acreditando que eu estava fazendo algo muito bom para as pessoas da organização e tendo aumentado meu salário, permaneci por mais 12 anos.

Em 2003 terminei a pós graduação latu senso em Psicologia Organizacional e do Trabalho. A lógica foi a seguinte: em 2000 assumi o papel de Coordenador de Desenvolvimento de Pessoas e Equipes (coach) na Dow Química, e sabia que tal pós-graduação seria importante para minha carreira de coach. Por conta do desempenho na pesquisa de monografia fui estimulado a pensar na possível vocação para academia.

 

2004 NASCE MINHA FILHA E DECIDO MERGULHAR NO UNIVERSO ACADÊMICO

Até então, de forma quase esquizofrênica, me dividia entre fazer um bom trabalho, crescer profissionalmente, ser reconhecido; por outro lado, de forma autodidata buscava uma liberdade de pensar, uma autonomia. De certa forma, posso dizer que vivia um teatro profissionalmente e me refugiava na extensa leitura. Ainda faltava algo. Segundo um certo autor, aquele caminho ainda não tinha coração. Obviamente, a realidade profissional que vivia e a leitura de Dejours não soavam compatíveis. Então, em 2004, com o nascimento de minha filha, dei o meu primeiro passo para entrar profundamente no mundo acadêmico (voltar estudar, agora orientado a passar para o mestrado). Em 2006 entrei no mestrado em administração. Uma mistura de químico com musicoterapeuta dentro de um mestrado de administração!!! Em 2004 eu decidi que iria ouvir os conselhos de diversos professores da pós-graduação que eu deveria fazer um mestrado e me dedicar à docência. A decisão por ser em administração soava lógica, pois já era coach desde 2000, portanto, seria uma forma de juntar docência e experiência profissional. E assim foi. Mas, não de forma harmoniosa. De meu grupo de colegas fui o primeiro a defender a dissertação, com menção honrosa. Em um ano e meio debrucei-me profundamente (muitas vezes com muito café), afinal, diferentemente de todos os meus colegas, minha graduação era completamente fora da área do mestrado.

A dissertação defendida em 2007 ganhou o prêmio de melhor pesquisa em Pós-Graduação do VIII Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA. Este mesmo trabalho também foi apresentado no III Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho de 2008.

Ainda em 2007/2008 fui convidado para lecionar disciplinas do curso de Administração na Facdelta (Salvador-BA). Segue um resumo de minha trajetória na docência:

  • 2008 – 2010: FacDelta – FACDELTA
    • Administração: Qualidade de Vida nas Organizações, Gestão de Pessoas, Planejamento Estratégico, Processos Decisórios, Gestão Estratégica, Gestão da Qualidade, Gestão de Serviços, Estágio Supervisionado
  • 2010 – 2014: Universidade Salvador – UNIFACS
    • MBA em Comunicação Corporativa: Cultura e Clima Organizacional
  • 2012 – 2014: IUNI Educacional – UNIME Salvador – UNIME SALVADOR
    • Administração: Análise Organizacional , Gestão de Pessoas , Planejamento de Carreira , Responsabilidade Social e Ambiental
  • 2012 – 2014: Faculdade Ruy Barbosa – FRB
    • Bacharelado de Sistema da Informação: Gestão Empresarial , Metodologia Científica , Projeto Interdisciplinar Empreendedorismo , Comunicação Empresarial , Dinâmica das Organizações , Empreendedorismo , Ética Geral e Profissional
  • 2016: União Educacional de Cascavel – UNIVEL
    • Professor do Curso de Artes: Artes e Cultura Brasileira; Projeto Interdisciplinar;
    • Professor do Curso de Pedagogia: Teoria do Currículo; Pedagogia Empresarial;
    • Professor do Curso de Tecnólogo em Gastronomia: Empreendedorismo Gastronômico;
    • bem como produção de material instrucional em EAD (livro e vídeos ) para os MBAs na disciplina de Responsabilidade Social e Sustentabilidade.

Em 2007 passei a participar do Grupo de Avaliação no Programa de Pós Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED – UFBA), na linha de pesquisa de Políticas e Gestão da Educação da área de concentração Educação, Sociedade e Práxis Pedagógica[3].

Ingressei em 2009 no Doutorado em Educação na mesma faculdade supracitada.

E já em 2009 passei a coordenar o Grupo de Avaliação da linha de pesquisa de Políticas e Gestão da Educação da área de concentração Educação, Sociedade e Práxis Pedagógica, onde pude influenciar com algumas práticas organizacionais e assim, fizemos o primeiro Planejamento Estratégico deste grupo de pesquisa, e reestruturamos a organização de trabalhos para o que intitulei de modelo guarda-chuva, ou seja, o pivô era a avaliação em educação e desta surgiram grupos de trabalho na educação básica, ensino superior, e outros. O grupo do ensino superior derivou para estudos das ações afirmativas no ensino superior.

Durante os dois anos que coordenei o grupo, para além dos projetos já iniciados, melhoramos a participação dos pesquisadores e alunos em publicações e eventos científicos, captamos mais recursos em editais, formamos parcerias com projetos internacionais (a exemplo do RIAIPE).

Fui responsável pela organização do livro ‘Avaliação e Sociedade: a negociação como caminho’. Este foi o primeiro livro de três (Avaliação e Decisão e Avaliação e Gestão, foram os outros dois). Atualmente tenho participação em cinco livros, num total de sete capítulos nestes livros. São eles:

  • Investigação sobre o impacto dos determinantes individuais nos resultados de testes cognitivos em matemática In: Educação e Gestão Lusófonas: Diferentes olhares, diferentes caminhos..1 ed.Feira de Santana : UEFS Editora, 2014, v.1, p. 265-306.
  • Decidir para Agir: da liberdade para o empoderamento In: Avaliação e Decisão: teorias, modelos e usos.1 ed.Salvador : EDUFBA, 2011, v.1, p. 1-364.
  • Gerenciamento de Risco como Ferramenta de Tomada de Decisão: um estudo de caso In: Avaliação e Decisão: teorias, modelos e usos.1 ed.Salvador : EDUFBA, 2011, v.1, p. 2-364.
  • Contribuições do IDEB para a avaliação da educação no município de Teodoro Sampaio In: Indicadores da Educação Básica: avaliação para uma gestão sustentável.1 ed.Salvador : EDUFBA, 2010, v.1, p. 1-304.
  • Lacunas conceituais na doutrina das quatro gerações: elementos para uma teoria da avaliação In: Avaliação e Gestão: Teorias e Práticas.1 ed.Salvador : EDUFBA, 2010, v.1, p. 53-73.
  • A Avaliação de Desempenho e a Esquecida Dimensão Social das Pessoas nas Organizações: estudo de caso em uma empresa petroquímica e a metáfora de uma rede neural como modelo proposto integrador In: Avaliação e Sociedade: a negociação como caminho.1 ed.Salvador : EDUFBA, 2009, v.500, p. 275-300.
  • Avaliação em Educação Como Hermenêutica À Luz De Argumentos Possíveis Entre Sartre e Freire In: Avaliação e Sociedade: a negociação como caminho.1 ed.Salvador : EDUFBA, 2009, v.500, p. 231-252.

Traduzi do inglês o livro Fourth Generation Evaluation de Guba e Lincoln (deste derivou capítulos em livros e mais recentemente um artigo, no prelo da revista da PUC-Minas). Desta tradução me aproximei e aprofundei do Círculo Hermenêutico Dialético, de derivou a aprofundar em Gadamer e conhecer Habermas, que indubitavelmente, me aproximou da Teoria Crítica, que mais tarde chegaria à Teoria Racial Crítica.

Sou parecerista da editora universitária EDUFBA, e Revisor de periódico de duas revistas eletrônicas (da PUC Minas o ‘Cadernos de Geografia’ e da POIÉSIS – Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul).

Durante o mestrado e doutorado tive a oportunidade de orientar estudantes da pós graduação lato sensu em Engenharia de Segurança Industrial (Anne Grazielle, Ednilton da Silva Santos, Lúcio Gurgel, Alberto Sobral) no CEEST-UFBA, bem como participar de bancas de conclusão de curso de graduação e mestrado.

Coordenei a conferência do RIAIPE[4] em Salvador-BA. A expectativa era coordenar o projeto na Bahia por um ano, contudo, tive que sair de Salvador para fazer o pós-doutorado em Belo Horizonte-MG.

Fiz parte de diversas comissões organizadoras e científicas.

Ajudei na organização e participei do IV Internacional Conference on Education, labor and emancipation, em 2009 que aconteceu em Salvador-BA.

Participei de diversos simpósios e congressos nacionais nas áreas de educação e psicologia organizacional, bem como: a) o V Congresso Internacional em Avaliação Educacional, em 2010; b) XXIV Simpósio Brasileiro e III Congresso Interamericano de Política e Administração da Educação, em 2009; c) IV Congresso Ibero-Americano de Política e Administração da Educação e VII Congresso Luso Brasileiro de Política e Administração da Educação;

Desde 2013 sou orientador de Marcelo Caetano no mestrado de avaliação da Universidade Nacional do Timor Leste (o mestrado foi suspenso por um ano retornando neste ano de 2016).

No pós-doutorado apresentei os resultados de minha pesquisa em seminário sob o título de: A Desigualdade Aceita e a Questão Racial: reflexões sobre resultados desiguais no Enem 2012 em Belo Horizonte.

Enquanto dedicado a estudar a questão da equidade (raça, gênero e nível socioeconômico) durante o doutorado, escrevi capítulos de livros e artigos sobre o tema, por exemplo: a) Investigação sobre equidade educacional perante a questão da raça em Salvador, na revista POIÉSIS – Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação (Unisul); b) Investigação sobre o impacto dos determinantes individuais nos resultados de testes cognitivos em matemática no livro: Educação e Gestão Lusófonas: Diferentes olhares, diferentes caminhos. ed.Feira de Santana : UEFS Editora; c) Implantação de Sistema e Software de Avaliação para a Gestão da Educação Municipal de Teodoro Sampaio no V Congresso Internacional em Avaliação Educacional, e V Congresso Internacional em Avaliação Educacional. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010;

O doutorado me provocou a necessidade de aprender uma abordagem quantitativa específica de estatística chamada Modelos Hierárquicos Lineares, ou Modelo Multinível, que atualmente acredito ser uma das melhores abordagens para investigar a desigualdade em grupos através de uma abordagem quantitativa. Também me aproximei bastante do pensamento de Amartya Sen, em que os conceitos de capacidade, funcionamento, liberdade e oportunidade foram centrais na tese;

Esta abordagem quantitativa foi bastante usada dentro de uma consultoria que prestei à Universidade de Fortaleza – UNIFOR, através da empresa que tive de desenvolvimento de pessoas e desenvolvimento de estratégias universitárias e implementação de sistemas de avaliação (Dasein Desenvolvimento Humano), quando implementamos a Avaliação de Progresso;

Após o pós-doutorado voltei a me dedicar a estudar de maneira autodidata a questão da desigualdade de raça e gênero, a exemplo de autores como: Butler, Asante (afrocentridade), Derrick Bel e Gloria LadsonBillings (Teoria Racial Crítica), a História da África (desenvolvido pela Unesco), Fanon, Garvey, dentre outros.

 

Desde o doutorado até o presente minhas publicações e linhas de estudo versam prioritariamente pelos temas: desigualdade de raça, gênero e nível socioeconômico, equidade na educação, uso de bases de dados do Enem e avaliações longitudinais, uso de abordagens qualitativas como o Círculo Hermenêutico Dialético[5], bem como com uso de abordagens quantitativas através dos Modelos Hierárquicos Lineares, ações afirmativas nas universidades federais.

Até 2012, me dividia entre profissão (Dow Química), pesquisador (mestrado e doutorado), e professor. Em 2012 saí da Dow Química e terminei o doutorado. 2014 e 2015 estive no pós doutorado – PNPD em Belo Horizonte (PUC-Minas). 2016 acompanhei minha esposa (Defensora Pública da União) para Cascavel-PR, e atualmente (janeiro de 2017) estamos chegando em Campinas.

 

[1] Apenas como referência, fazem parte deste grupo João Omar (filho de Elomar) e Uibitú (filho de Walter Smetak).

[2] http://www.ipac.ba.gov.br/festa-da-boa-morte

[3] http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9125254336571951

[4] Programa Marco Interuniversitário para a Equidade e a Coesão Social nas Instituições de Ensino Superior (http://www.riaipe-alfa.eu/images/stories/download/outros/poiesis_959.pdf)

[5] Há um artigo na revista @arquivos de Educação da PUC Minas sobre este tema, no prelo. Deixo disponível uma cópia.